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Novo segue sem reconhecer a vitória de Lula; 27 partidos já a reconheceram

Presidente da sigla diz que não questiona as urnas, mas as ações que pedem a cassação da chapa Lula-Alckmin; só o Mobiliza não se manifestou, segundo levantamento.

Romeu Zema, de paletó marrom, fala ao microfone em um púlpito, ao lado de bandeiras do Brasil e de Minas Gerais
Romeu Zema, que foi candidato do Novo à Presidência em 2026, em evento em 2019. Foto de arquivo: Adnilton Farias/VPR — CC BY 2.0. A imagem não registra o fato atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Novo segue sem reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. Segundo levantamento do g1 publicado na madrugada deste sábado (31), 27 partidos divulgaram manifestações reconhecendo o resultado, entre eles o PL, legenda do derrotado Flávio Bolsonaro, que reconheceu o resultado no dia 25. Apenas o Mobiliza não havia se manifestado até a última atualização do texto.

O que diz o Novo

Logo depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar Lula vencedor, com diferença de 4,4 milhões de votos sobre Flávio, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou nas redes sociais que o Brasil não vive uma democracia. Ele acusou o PT de usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal para se manter no poder, em referência à decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou a votação até as 19h, pedido que também havia sido feito pelo PL. O partido tem três ações que pedem a cassação da chapa Lula-Alckmin, todas apresentadas antes da eleição.

Em entrevista ao g1, Ribeiro disse que a posição não vai mudar enquanto o partido contestar a chapa na Justiça, por coerência, e que avaliará a decisão e os argumentos caso perca nos tribunais. Ele afirmou ainda que o Novo não questiona a lisura das urnas, e sim o que considera meios ilegais usados pelo presidente, por ser candidato à reeleição e estar na administração pública. A sigla deixou os filiados livres para se posicionar.

Estratégia atribuída ao partido

Segundo o g1, a postura faria parte de uma estratégia para apostar em um racha da direita, principalmente no PL, entre aderir ou não ao discurso de Flávio de não reconhecer o resultado. Ribeiro negou que haja estratégia: disse que o partido não pretende entrar em disputas internas da direita, mas que está de portas abertas a quem se identifique com a legenda. A atribuição é da reportagem; o partido nega.

Contexto

O TSE reconheceu a vitória de Lula no domingo (25), após a totalização dos votos, e o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, disse depois que a Justiça Eleitoral entregou o pleito com segurança. Flávio, que está nos Estados Unidos, publicou uma carta questionando o resultado, tema que o Os Poderes acompanha em outras matérias.

Nas urnas, o Novo elegeu dez deputados federais e três senadores e superou a cláusula de barreira. O candidato do partido à Presidência, Romeu Zema, ficou em sexto lugar, com 326.488 votos, 0,27% dos votos válidos, segundo o g1.

O que falta: o número de 27 partidos e os dados de votação vêm da reportagem e não foram conferidos no TSE. O Os Poderes não localizou, nos materiais lidos, informação sobre o andamento das três ações contra a chapa Lula-Alckmin.

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