O governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se distanciou do discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a derrota na disputa presidencial e defendeu o respeito ao resultado das urnas e a pacificação do país, segundo a CNN Brasil. A manifestação foi publicada nas redes sociais na quarta-feira (28), horas depois de Flávio divulgar a carta em que questiona, sem apresentar provas, a legitimidade da eleição.
O que Jorginho disse
Foi a primeira fala do governador desde o segundo turno, três dias depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que cabe às instituições promover a pacificação que o momento exige e que não é hora de aprofundar feridas, e sim de curá-las. Disse que continuará defendendo os interesses de Santa Catarina, “respeitando as instituições e o resultado final das urnas”.
O governador não fez críticas diretas à fuga de Flávio para os Estados Unidos nem às acusações de fraude feitas pelo senador, observa a reportagem. A CNN registra que, na primeira versão da carta, divulgada por aliados, Flávio se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil e que depois o texto passou a chamá-lo de líder do Brasil, mantendo as acusações contra o processo eleitoral (matéria própria).
O peso de Santa Catarina
Jorginho, que preside o PL no estado e foi um dos principais aliados de Flávio na campanha, ressaltou a votação expressiva do senador em Santa Catarina, seu melhor desempenho no segundo turno. Segundo a CNN, Flávio teve 3.220.071 votos no estado (69,42% dos válidos) e Lula, 1.418.314 (30,58%). Este portal não conferiu os números no site do TSE. O governador foi reeleito no primeiro turno.
Outras vozes da direita
A reportagem situa a fala de Jorginho ao lado de outras lideranças da direita que se afastaram das alegações de Flávio: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu respeito às urnas, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, disse não haver provas que sustentem acusações de fraude (matéria própria). Michelle Bolsonaro, por sua vez, pediu a união da direita, e Flávio, em live dos Estados Unidos, afirmou que indicará Marinho à presidência do Senado (matéria própria). O caso é acompanhado na cobertura principal.






















