A derrota republicana nas eleições de meio de mandato pode abrir caminho para um fim mais rápido da guerra contra o Irã e reduzir incertezas que pressionam a economia mundial, avalia a colunista Miriam Leitão. É uma análise, não um fato já ocorrido: o texto trata de expectativas.
Guerra e petróleo
Segundo a coluna, o eleitor americano votou contra a guerra e contra as tarifas, que trouxeram inflação ao consumidor. O conflito elevou e tornou instável o preço do petróleo, encareceu fertilizantes e fretes e adiou decisões de investimento. A expectativa da colunista é que, com menos poder, Trump seja empurrado a encerrar o conflito mais rapidamente.
Tarifas e Banco Central
A coluna lembra que, antes de Trump, o Partido Republicano era o mais liberal em comércio e os democratas, os mais protecionistas. Aponta ainda que Trump ameaçou o Banco Central americano e destituiu uma de suas diretoras, e avalia que um Congresso de maioria democrata tende a conter esses ímpetos, inclusive na economia.
Dólar e Brasil
A colunista diz haver dúvida sobre o impacto das eleições no dólar. Para o Brasil, afirma que o problema é interno: a dificuldade de construir um horizonte para as contas públicas, e que o governo Lula precisa explicar melhor o caminho da economia. Na avaliação dela, a vitória democrata nos EUA traz boas expectativas de menor pressão econômica.
Os democratas obtiveram a maioria na Câmara e no Senado na terça-feira (3). Veja a cobertura completa na capa do Os Poderes.






















