Economia

Derrota de Trump reduz poder de gerar turbulência econômica, avalia coluna

Coluna de Miriam Leitão avalia que um Congresso democrata tende a limitar as tarifas, a guerra contra o Irã e as pressões sobre o Banco Central americano; efeito sobre o dólar segue incerto.

Fachada da Bolsa de Valores de Nova York na esquina das ruas Broad e Wall, em Nova York
Bolsa de Valores de Nova York, na esquina das ruas Broad e Wall, em Nova York, em 16 de agosto de 2017. Foto de arquivo: Arild Vågen — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra o mercado após a eleição de 2026. Origem da fotografia. Condição de uso.

A derrota republicana nas eleições de meio de mandato pode abrir caminho para um fim mais rápido da guerra contra o Irã e reduzir incertezas que pressionam a economia mundial, avalia a colunista Miriam Leitão. É uma análise, não um fato já ocorrido: o texto trata de expectativas.

Guerra e petróleo

Segundo a coluna, o eleitor americano votou contra a guerra e contra as tarifas, que trouxeram inflação ao consumidor. O conflito elevou e tornou instável o preço do petróleo, encareceu fertilizantes e fretes e adiou decisões de investimento. A expectativa da colunista é que, com menos poder, Trump seja empurrado a encerrar o conflito mais rapidamente.

Tarifas e Banco Central

A coluna lembra que, antes de Trump, o Partido Republicano era o mais liberal em comércio e os democratas, os mais protecionistas. Aponta ainda que Trump ameaçou o Banco Central americano e destituiu uma de suas diretoras, e avalia que um Congresso de maioria democrata tende a conter esses ímpetos, inclusive na economia.

Dólar e Brasil

A colunista diz haver dúvida sobre o impacto das eleições no dólar. Para o Brasil, afirma que o problema é interno: a dificuldade de construir um horizonte para as contas públicas, e que o governo Lula precisa explicar melhor o caminho da economia. Na avaliação dela, a vitória democrata nos EUA traz boas expectativas de menor pressão econômica.

Os democratas obtiveram a maioria na Câmara e no Senado na terça-feira (3). Veja a cobertura completa na capa do Os Poderes.

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