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Justiça põe sigilo de 5 anos em documentos da MP que proibiu as bets

Ministério da Justiça negou pedido via Lei de Acesso e classificou o material da MP 1.394; para o governo, a divulgação colocaria em risco a vida, a segurança ou a saúde da população.

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com os edifícios dos ministérios dos dois lados do gramado
Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em foto de outubro de 2014, recortada. Foto de arquivo: Senado Federal — CC BY 2.0. A imagem não registra o sigilo dos documentos da MP das Bets. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Ministério da Justiça colocou sigilo de cinco anos sobre os documentos usados na elaboração da Medida Provisória 1.394, de 2026, que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. Um pedido via Lei de Acesso à Informação foi negado com base em termo de classificação assinado em 24 de setembro, um dia antes da edição da MP, segundo reportagem.

O que o governo alegou

No termo, o secretário de Direitos Digitais do ministério, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que a divulgação colocaria “em risco a vida, a segurança ou a saúde da população” e ofereceria elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país. O ministério não respondeu à reportagem, que perguntou os critérios usados, até a publicação; esta matéria não obteve manifestação do governo.

O que a MP determina e onde ela está

O texto da MP, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manda o Ministério da Justiça fiscalizar provedores de aplicações de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais para garantir a proibição das plataformas. A MP vale até 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, e ainda não tem relator no Congresso. Entidades e clubes de futebol contestam a constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, em diferentes ações, e pedem a suspensão até o julgamento em plenário.

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Na terça-feira (3), a Casa Civil também negou documentos das MPs das bets e do Desenrola, segundo reportagem lida pelo Os Poderes. No STF, o ministro Luiz Fux disse que avaliará “novos argumentos” sobre as bets depois da MP e, na audiência pública, defendeu banir as apostas.

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