O vice-presidente do Grupo BYD Brasil, Alexandre Baldy, disse que pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estabeleça um diálogo diplomático com o governo chinês para permitir a transferência de tecnologia de baterias de lítio para o Brasil, segundo o Poder360. A declaração foi dada a jornalistas na quinta-feira (29). Não há, nas informações lidas, resposta do Planalto nem do governo chinês, e o pedido, tal como relatado, partiu do executivo, e não da empresa em documento.
O que disse o executivo
Baldy afirmou que a BYD fabrica hoje no Brasil o conjunto (pack) da bateria, mas importa a célula da China: segundo ele, 85% das células usadas na produção vêm de lá. A transferência de tecnologia seria, nas palavras do executivo, “muito mais uma decisão diplomática” do que corporativa, uma forma de aproveitar as reservas de lítio da América do Sul.
A reportagem lembra que Pequim impõe regras restritas à transferência de tecnologia por empresas chinesas no exterior, e que as condições atuais inviabilizam que elas repassem ativos considerados estratégicos a grupos estrangeiros.
A fábrica de Camaçari
- A unidade baiana foi inaugurada em outubro de 2025 e opera no modelo SKD (semi-knocked down), em que kits de peças chegam parcialmente desmontados para a montagem final.
- Segundo a reportagem, a empresa avança na nacionalização, com fábricas de estamparia, soldagem e pintura para produzir localmente etapas importantes da carroceria.
- A meta da BYD, segundo o texto, é passar de 50% de conteúdo local na montagem a partir de janeiro de 2027, o que se liga às perspectivas de exportação ao Mercosul, em especial à Argentina, onde a exigência de conteúdo regional para importar veículos pode chegar a 35%.
O que ainda falta
A fonte é uma única reportagem, baseada em fala do executivo a jornalistas; o Os Poderes não leu nota da BYD nem posição do governo. A foto é de arquivo, da inauguração da fábrica, em 2025, e não registra o pedido.




















