O governo do Reino Unido deixou aberta a possibilidade de impor tarifas sobre carros elétricos fabricados na China como parte do pacote europeu “Made in Europe”, o que levou Pequim a alertar que a medida seria “discriminatória”, segundo o Guardian. Em 16 de outubro, Downing Street disse que “acolheria o objetivo” de incluir o país na Lei do Acelerador Industrial depois que a França retirou a oposição.
As regras buscam conter importações chinesas subsidiadas ao dar tratamento preferencial a produtos feitos na UE, e Reino Unido e Noruega temem ficar em desvantagem se forem excluídos. Segundo proposta franco-alemã divulgada na noite anterior, o preço da entrada seria alinhar-se às tarifas sobre veículos elétricos chineses impostas pelo bloco em 2024, com alinhamento dinâmico às medidas de defesa comercial europeias.
A embaixada chinesa em Londres disse ser “firmemente contrária a qualquer prática discriminatória que envolva aumento de tarifas ou medidas restritivas” a produtos chineses e afirmou ter expressado “séria preocupação” ao lado britânico, ao dizer que o protecionismo contraria as regras da OMC. Na semana da reportagem, o ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, afirmou que não seria coagido a se alinhar à política da UE.




















