O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem dito a colegas que reuniria 44 dos 81 votos na disputa pela presidência do Senado, três a mais que os 41 necessários, segundo coluna publicada nesta quarta-feira (4). A conta é do próprio candidato: nela, o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição, teria 33 votos, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), quatro.
As contas e as dúvidas
A coluna registra que a conta é vista com desconfiança por parlamentares, que lembram que Marinho também garantia a eleição de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula. Outro motivo de desconfiança, segundo o texto, é a pressão do PL para que os senadores declarem seus votos: para esses parlamentares, se a vitória estivesse assegurada, o partido não insistiria nesse ponto.
Alcolumbre faz outro cálculo. Segundo a coluna, ele acredita ter ao menos quatro votos de dissidentes do PL a seu favor. Não há contagem verificável: o número de cada lado é estimativa feita por quem disputa, e a votação só ocorre em fevereiro de 2027.
O que o PL decidiu
Na terça-feira (3), depois de reunião de líderes na sede do partido, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a candidatura de Marinho à presidência do Senado seria oficializada nesta quarta (4). O anúncio público estava previsto para depois de uma reunião marcada para as 11h.
Na Câmara, o partido ainda não definiu se apoiará a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou se lançará candidatura própria. A decisão foi adiada para 11 de novembro, quando a bancada se reunirá com os 32 novos deputados eleitos. Sóstenes disse que o PL não descarta ficar fora da composição da Mesa Diretora: “Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia”. As eleições para as presidências das duas Casas serão em fevereiro de 2027.
Contexto
Tereza Cristina já havia sido citada como alternativa à reeleição de Alcolumbre: leia sobre a resistência de Derrite e Tereza ao atual presidente. Sobre a bancada do PL na Câmara, veja a decisão sobre apoiar Motta.






















